Flora, Fauna e Recursos Cinegéticos
Flora
Em termos de ocupação vegetal o Município apresenta uma grande mancha povoada de pinheiros. Também o castanheiro, sobretudo na parte sul do Município, ocupa lugar de destaque no povoamento florestal.
Na zona norte, virada ao Douro, proliferam também algumas espécies como a oliveira, a figueira, a laranjeira cujos frutos muito apreciados foram em tempos, mais do que hoje em dia, importante fonte de rendimento da economia local.
Para além das árvores, o Município está povoado por densas matas onde crescem inúmeras espécies de arbustos e ervas: giesta rasteira e gigante, urgueira, sumagre, medronheiro, zimbreiro, tojo amarelo, azedas, etc, etc.
Há também diversas espécies de plantas aromáticas, indicadas para fins medicinais. São exemplos o rosmaninho, a carqueja, a bela-luz, a erva de S. Roberto, a alfazema, entre muitas outras. Em tempos mais recuados havia um grande leque de espécies que eram aproveitadas para diversos fins. Hoje em dia isso já não acontece tanto. Enumeram-se algumas delas:

A amoreira era bastante importante porque das suas folhas se alimentava o bicho da seda, que constituía fonte de rendimento de inúmeras famílias da região de Lamego nos séculos XVIII e XIX. Esta espécie foi desaparecendo ao longo das últimas décadas mas, fruto das excelentes condições da região, ainda é possível ver alguns exemplares.
O sumagre, arbusto que ainda se pode ver nas bermas de algumas estradas, foi objecto de aproveitamento intensivo porque servia como matéria-prima as indústrias da tinturaria, curtimento de couros e farmácia.
Fauna
Na Idade Média, segundo documentos que o comprovam, terão abundado em Armamar, e um pouco por toda a região, o urso, o veado e o javali. Destes apenas o javali, ou porco-bravo, sobreviveu e continua a ter no espaço do Município um habitat próprio.

Existiram também outras espécies como o lobo, a raposa, o texugo, a doninha, o coelho bravo e a lebre. Infelizmente os activos destes animais têm vindo a decrescer, como acontece um pouco por todo o país, devido às perseguições de que são alvo nomeadamente em épocas venatórias. No entanto, ainda é possível avistar de vez em quando a raposa, o coelho bravo e o texugo.
Em termos de aves, a perdiz é também objecto de forte perseguição mas a espécie vai sobrevivendo e ainda se podem ver, de vez em quando, algumas destas aves. As espécies de rapina: o mocho, o peneireiro, a coruja e a águia têm assento no espaço do Município.
Recursos cinegéticos
Armamar é um pólo de interesse cinegético. O território do Município possui características de ordem geológica, climatérica e ambiental que se prestam ao desenvolvimento de variadas espécies de caça.

Antigamente povoado por espécies de caça grossa, como o veado e o javali, Armamar conta hoje com um número de espécies mais reduzido em que predominam as aves, como a perdiz e o tordo, e também alguns coelhos. Da caça grossa apenas sobreviveram, do conjunto de espécies antigamente existentes, o javali.
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